Wednesday, May 16, 2007

Jogar videojogos melhora visão

A velha reclamação de mães do mundo todo desde que a era dos videogames começou -- "sai da frente do pc, menino, vai estragar a sua vista" -- pode não ter fundamento. É o que indica uma pesquisa de neurocientistas americanos, segundo a qual pelo menos alguns tipos de games podem até melhorar em 20% a acuidade visual dos jogadores.


O trabalho é de Daphne Bavelier e Shawn Green, da Universidade de Rochester (Estado de Nova York), e deve ser publicado na semana que vem na revista científica "Psychological Science". Para medir o impacto do hábito de jogar videogames sobre a acuidade visual, a dupla usou um teste oftalmológico simples.


No começo, um grupo de universitários sem o hábito de jogar videogames passou por esse teste. Depois, eles foram divididos em dois subgrupos. Um deles jogava, durante uma hora diária, o "Unreal Tournament", um game em primeira pessoa que envolve massacrar adversários com uma variedade de armas. O outro grupo praticava o tradicional "Tetris", que se limita a encaixar peças que caem do alto da tela - visualmente menos complexo que o "Unreal Tournament".

Após um mês de treino, eles voltaram a ser testados. E os jogadores de "Unreal Tournament" se mostraram bem mais capazes de identificar a orientação dos Ts - 20% melhores nessa tarefa, em média - do que eram antes do treinamento.
Para Bavelier, a resposta está no cérebro. "Quando as pessoas jogam jogos de ação, elas estão modificando o sistema cerebral usado para processamento visual. Esses jogos levam ao limite o sistema visual humano, e o cérebro se adapta a isso. Esse aprendizado é aproveitado em outras atividades e possivelmente também na vida diária", afirmou ela em comunicado.

Não é impossível que pessoas com falta de acuidade visual consigam melhorar seu desempenho treinando com esse tipo de jogo, especula a dupla.

Escolas usam jogos para combater obesidade


Estado de West Virginia (EUA) decidiu adotar a novidade com base em estudo. Jogo de dança foi criado pela companhia japonesa Konami.


O estado americano de West Virginia, que tem os maiores problemas com obesidade infantil em todos os Estados Unidos, decidiu adotar uma solução radical: videojogo. O governo tem planos de instalar máquinas de "Dance Dance Revolution", jogo desenvolvido pela empresa japonesa Konami. A idéia é colocar o popular game dançante em todas as escolas públicas.


O governo cita estudos que mostraram que o jogo ajuda a interromper o ganho de peso. Resultados preliminares de um estudo de 24 semanas com 50 crianças obesas ou com sobrepeso, com idades entre 7 e 12, mostraram que as que jogaram o jogo em casa por pelo menos 30 minutos cinco dias por semana mantiveram seu peso e viram uma redução em alguns fatores de risco para doença cardíaca e diabetes.


O grupo de controle do estudo era composto por 12 crianças que não jogaram o videogame pelas primeiras 12 semanas, mas então passaram a jogar até o final do estudo. Essas crianças acumularam cerca de três quilos durante a primeira fase do estudo, mas depois tiveram o peso estabilizado na segunda metade. O consumo de alimentos não foi monitorado pelo estudo.

Internet ajuda preguiçoso a se exercitar



A internet pode ser uma ferramenta eficiente para ajudar adultos sedentários a se movimentar, de acordo com um novo estudo. Pesquisadores do Hospital Mirian e da Escola de Medicina de Warren Alpert da Universidade de Brown, nos EUA, identificaram que os programas de intervenção para levar as pessoas a se exercitarem são tão efetivos através da web quanto com ferramentas tradicionais.

“Métodos sem contato visual, como e-mails e sites, podem reduzir potenciais barreiras”, explica Bess Marcus, professora da Universidade de Brown e líder do projeto. A equipe resolveu estudar a efetividade destes canais, baseados na web, por causa de seu potencial de acesso a grandes populações com custo mínimo. Apesar disso, há problemas como a falta de resposta e interatividade instantâneas. Os pesquisadores estudaram 249 adultos saudáveis e sedentários que eram levados a uma das três intervenções: internet personalizada, internet padrão e folhetos personalizados. O primeiro grupo fez um cadastro em um site feito pelos pesquisadores, que incluía materiais educacionais, dicas e projetos. Eles completavam suas atividades on-line, recebiam questionários e e tinham respostas imediatas de seus questionamentos.

O grupo dos folhetos recebeu o mesmo material, mas impresso. Já o grupo 'internet padrão' acessou links de sites já existentes sobre atividades físicas e também teve que completar questionários, mas não recebia resposta imediata. Depois de seis meses, o primeiro grupo reportou 120 minutos de atividade física por semana, o dos impressos 112,5 minutos e o grupo padrão da internet 90 minutos.

“Em 2006, 147 milhões de adultos eram usuários de internet. Estando on-line, eles podem ser incentivados ao exercício com intervenções via web”, explica Bess.

Clínica para viciados na internet nasce em Pequim

Foi criada em Pequim a primeira clínica para jovens supostamente viciados na internet e em jogos de computador. Nos próximos tempos, o governo chinês pretende licenciar mais instituições do género.

A China criou recentemente a primeira clínica para indivíduos que estão viciados na internet e em jogos de computador.Segundo as últimas estimativas reveladas por Pequim, a China tem 94 milhões de cibernautas, e destes, mais de 30 milhões têm acesso de banda larga. Este país tem a segunda a maior população online do mundo, depois dos Estados Unidos. Não é pois de estranhar que o forte e contínuo crescimento da economia chinesa se reflicta também no aumento do acesso dos seus habitantes à World Wide Web .

Citado pela CNN, Tao Ran, director da instituição sediada em Beijing, explicou que a maioria dos jovens que recebe na instituição são pessoas «que deixaram de frequentar as aulas para estarem todo o dia em frente ao computador a jogar e a conversar nas salas de chat» . De acordo com o responsável, estes adolescentes apresentam alguns problemas entre os quais «perturbações no sono e tremores nas mãos» , explicou à CNN.


A China vai começar a licenciar várias clínicas médicas para tratar pessoas que supostamente estão viciadas na web e em jogos.

Monday, April 16, 2007

Viciados já têm tratamento!

Nos Estados Unidos, o aparecimento de uma nova patologia , a dependência à Internet, levou à criação de várias clínicas onde são tratados os doentes da Net.


A psiquiatra Maressa Orzack pode ser considerada a mãe da primeira clínica para tratamento de internautas dependentes: "A clínica da dependência ao computador"


Ao aperceber-se que tinha ficada viciada num jogo informático, a psiquiatra tentou averiguar se outras pessoas partilhavam o mesmo problema. Desde então, tornou-se uma referência nesta área, tendo tratado várias centenas de doentes.


A psiquiatra procura encontrar com os doentes o motivo para a atracção pela Internet: depressão, solidão, etc, seguindo-se a elaboração de um contrato com eles. A Dra Orzack explica: "Não podemos tratá-los como alcoólicos porque a abstinência não é possível no mundo dos computadores: a doença é tratada como se tratasse de um desequilíbrio alimentar".


Tratar um "cyber-viciado" marcando a consulta na Net, o paradoxo faz sorrir, e a Dra Orzack afirma mesmo: "é como tratar um alcoólico e marcar-lhe a consulta num bar". Como resposta, a responsável desta clínica on-line afirma: "O nosso tratamento tem como objectivo principal de permitir que as pessoas possam controlar a sua dependência".

Notícia

Viciados na net dispensados do serviço militar


Finlândia: viciados na net dispensados do serviço militar.


O Exército finlandês está a dispensar do serviço militar os jovens que manifestem ser viciados na Internet, depois de ter constatado que aqueles que estão nesta situação não conseguem cumprir com as suas obrigações, de acordo com a edição desta quarta-feira do New York Times.


A recruta na Finlândia tem a duração de seis meses, e os militares reconhecem que para os jovens viciados em jogos de computadores, chats e afins cumprir a disciplina militar é difícil e um grande choque.

Wednesday, April 11, 2007

Vício em jogos aumenta problemas pessoas, diz estudo...



Aproximadamente 10% de todas as crianças e adolescentes americanos estão viciados em videojogos e por esse motivo enfrentam problemas nas suas vidas, escolares e pessoais, descobriu um estudo recente da Harris Interactive.


Segundo o site InformationWeek, o estudo é resultado de uma pesquisa com 1.100 jovens entre 8 e 18 anos e revelou que os viciados em videojogos recebem notas mais baixas na escola e estão mais predispostos a serem diagnosticados com problemas de déficite de atenção. Quase um em cada dez jovens jogadores mostram sintomas suficientes para trazer danos à sua vida escolar, familiar, bem como funcionamento psicológico.


Embora muitas análises sejam negativas, algumas investigações contam a favor dos videjogos. Estudos recentes apontam para a aplicação de jogos no estímulo da memória, principalmente entre o público idoso, e outras pesquisas somam pontos quanto ao benefício dos jogos, como uma feita pelo Beth Israel Medical Center, de Nova York, que descobriu que o desempenho dos cirurgiões jogadores era melhor que o de doutores que não jogavam videojogos.